10 de outubro de 2025

Crônicas

 

 


 

Deus me acorda muito nas madrugadas, para me revelar mensagens interessantes, e que em sua maioria, tem relação com outros acontecimentos vividos, e se eu não escrever; somem, por isto, aprendi a anotar antes que sumam. Durante o dia, estive conversando um pouquinho com um morador de rua, pois ele despertou em mim vontade de ajudá-lo. Soube um pouco da rotina dele. Ele dorme nas ruas. Ele anda tão sujo, tão sujo, que a única coisa que ainda brilha nele é justamente o olhar. Queria doar algumas coisas para ele vender ali onde fica, pois já é o ponto dele; mas não pode vender, porque os outros moradores de rua furtam dele. Alguém o ensinou a amassar latinhas. Na madrugada, eis que me veio a mensagem: Você o levaria para morar em sua casa? Sem hipocrisias... Nunca levei. Muitos levam para abrigos, pagam isto e aquilo, mas levá-lo para sua casa como ele está; jamais, afinal são tantos os riscos. Agora pense; como Deus pode nos pegar aqui na Terra e levar direto para seus céus e seus jardins, do jeito que estamos? Tem que nascer de novo! Imagino que em nossa mísera condição de moradores desta Terra, muitas vezes para Deus nos tocar direto é impossível, Ele precisa sempre de estratégias, de algum mecanismo para nos tocar ou mesmo tocar parte de nosso corpo para, por exemplo, curar. Por isso nos usa tanto, uns para com os outros. E penso: Como alguém quer ter intimidade com Deus sem nem se santificar, consagrar? Como esperar algo de Deus se nem pensamos em limpar nossas mentes, nossas corpos para se dirigir a Ele! Como ir para a casa do Pai como estamos? Imagina a sujeira que Jesus suportou ao ponto de Seu Pai não enxergá-lo mais e Ele sozinho clamar: Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste? - Eli, Eli, Lamá sabactâni? – e o mais profundo e associável de tudo isto, é que,  Jerusalém é o nome dele: de o morador de rua. 

CORREIODAPAZ – Imagem: istockphoto.com/ BargotiPhotography